Vejam o que ele disse sobre um editor:
"A vida amorosa de Carlos Lopes
Uma súbita ardência no orifício ano-retal, provocada pela leitura do meu artigo “Cadeia para ele”, tocou fundo a alma e o ser inteiro do sr. Carlos Lopes, editor da “Hora do Povo”. Enternecido, dengoso, todo derretido, ele passou a me chamar carinhosamente de Olavinho e a gabar-se de que sou um colaborador secreto do seu jornal. Como diria aquela famosa dupla caipira: “É o amooooor!”
O. de C.
Richmond, VA, 6 "
20 de set. de 2008
20 de ago. de 2008
Concurso Nome do Jornal para a E.E.Maria Ribeiro
Os primeiros votos já foram computados. Não perca tempo, façam suas campanhas e votem quantas vezes quiser. O concurso do nome para os jornais da escola Maria Ribeiro é isso aí. Começou a valer e segue até o dia 20 de setembro. Escolha o seu nome preferido, enviando um comentário abaixo dizendo: "1ºA (ou 2ºA): o melhor nome é...". O mais votado será o escolhido, lembrando que participam alunos, professores, funcionários e comunidade. Divulgaremos os nomes dos vencedores e as respectivas premiações.
Os jornais são uma iniciativa dos professores e estudantes da escola estadual Maria Ribeiro.
É isso aííííííííííííííííííííííííííííííííííí, pessoal!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Mandem ver!!!!!!!!!!!!!! irruuuuuuuuuuuuu!!!!!!!
1º A e 2 º A continuem, pois escrevendo as matérias para os jornais. Quem puder digitar em casa já adiantaria nosso trabalho.
-Os nomes sugeridos para o Jornal do 1ºA são os seguintes:
1-Chuck Norris / Michele
2-Jornal da Favela / Leonardo
3-Folha do Estudante / Giselle
4-Teen News / Camila
__________________________________________________
-Os nomes sugeridos para o Jornal do 2ºA são:
1-ANINNDCON / Júlio
2-Zumbizeira do Maria / Beatriz
3-Folha do Maria / Victor
4-The Second News / Diogo
5-o Jornal da Família / Maria
Os jornais são uma iniciativa dos professores e estudantes da escola estadual Maria Ribeiro.
É isso aííííííííííííííííííííííííííííííííííí, pessoal!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Mandem ver!!!!!!!!!!!!!! irruuuuuuuuuuuuu!!!!!!!
1º A e 2 º A continuem, pois escrevendo as matérias para os jornais. Quem puder digitar em casa já adiantaria nosso trabalho.
-Os nomes sugeridos para o Jornal do 1ºA são os seguintes:
1-Chuck Norris / Michele
2-Jornal da Favela / Leonardo
3-Folha do Estudante / Giselle
4-Teen News / Camila
__________________________________________________
-Os nomes sugeridos para o Jornal do 2ºA são:
1-ANINNDCON / Júlio
2-Zumbizeira do Maria / Beatriz
3-Folha do Maria / Victor
4-The Second News / Diogo
5-o Jornal da Família / Maria
16 de ago. de 2008
Doações para a Sala de Leitura
O projeto BEM-VINDO À SUA NOVA SALA DE LEITURA: SINTA-SE EM CASA começa nessa semana a todo vapor. Estamos aceitando doações de materiais para compor a sala como estantes pequenas, tapete coloridos, curtinas, 'quadros' para parede, 'pufes' etc. etc. O objetivo principal desse projeto é reservar um espaço mais confortável e lúdico para a geração de um gosto pela leitura, seja individual ou coletiva, com leituras dramatizadas ou recitadas. Convidamos a comunidade a fazer parte desse proejto que tem tudo para vingar. Vamos dar esse passo para o ensaio de uma atividade tão fundamental.
As mães, pais, comunidade, alunos, professores, funcionários, trabalhadores etc. que quiserem/puderem contribuir com projeto a escola estadual Maria Ribeiro agradece IMENSAMENTE.
contato: (11) 5587-2963.
As mães, pais, comunidade, alunos, professores, funcionários, trabalhadores etc. que quiserem/puderem contribuir com projeto a escola estadual Maria Ribeiro agradece IMENSAMENTE.
contato: (11) 5587-2963.
TROCA-TROCA
Se você mora em São Paulo e tenha livros de filosofia, literatura, arte, quadrinhos etc.
e deseja TROCÁ-LOS por outros, então, use este espaço. Basta deixar um comentário, informando seu e-mail e nome, a descrição do material e as condições de seu estado de conservação. A troca ou outro tipo negociação se dará diretamente entre os interessados.
13 de jul. de 2008
UMA ATIVIDADE SAGRADA
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daniel marcolino
Igreja de Auvers, de Van Gogh
Hoje é sábado ou domingo ou mesmo um desses feriados santos em uma cidade que respira santos como esta de Juazeiro do Norte, e eu procuro uma atividade, qualquer coisa nem tão santa para passá-lo melhor. Sim, o dia, seja ele qual for....passá-lo melhor, eis minha pouca missão. Devo dizer que sou amante de coisas de pouco movimento, coisas que, de alguma forma, se deixem ser captadas, estudadas, lidas, apreciadas. É, devo explicar isso, sei. Estou tentando dizer que gosto de pintura, escultura ou mesmo de...sobretudo, talvez, CINEMA. Pois é, disse, e se lhe parece que digo com certo pudor, é verdade, faço-o, digo com hesitante pudor. Pudor que nasce talvez de desautorizada vontade (preferiria dizer ‘inautorizada’, mas você seria o primeiro a me censurar, aliás, preferiria porque ‘in’ parece me servir melhor do que ‘des’) de vivenciar algo talvez pouco merecedor da alcunha ‘sagrado’ em terra tão casta e, santa, por extensão, como dizem e acreditam os que por aqui vivem. Pois é, saí (e não sei se efetivamente fi-lo ou se isso realmente interessa para este relato) em busca de imagens estáticas nessa cidade chamada Juazeiro, imagens de filmes que guardo em minha memória de subversivo, obsessivo, alucinado, que vive a se imaginar em uma sala escura esperando pelos letreiros escritos numa língua que não entende nada, com diagramas (ou seriam hieróglifos?) que lhe dizem tanto, talvez por não lhe dizerem nada, ao contrário dos produtos visuais que têm tanta pretensão em estar dizendo e dizendo, informando e conformando...pois é, falava que saí em busca (caça?) dessas imagens estáticas que congelam o tempo, às vezes, em preto e branco, e que conferem a ele, por isso, existência, sim, existência humana. Percorro labirintos que me conduzem a desesperados olhares de olhos esbugalhados nessa romaria de almas, caminhadas em meio a pessoas que sempre estarão na via contrária. As ruas desta cidade são todas de via dupla. Penso em enlouquecer e me virar e, como o personagem de Sabino, o Grande Mentecapto, ou Dodeskaden, de Kurosawa, ou aquele magnífico rapaz ingênuo (ingênuo?) de Milagre em Milão, de De Sica, ou Tobias, meu deus, Tobias!, ou El Memorioso, de Borges, ou Bartleby, de Melville, ou do formidável vagabundo Juju, de René Clair, do jeito deles me virar de lado e lascar um olhar desses que só "os amantes se dão" e, às vezes, os parentes, ainda que serpentes, porque se conhecem na calma do dia a dia e se acalmam quando se encontram numa multidão como esta. Mas não consigo, nunca conseguirei, NUNCA, meus irmãos, nunca, seja em minúsculas ou, assim, meio gArRAfAiS, nunca conseguirei me acalmar e lhes lançar o olhar despretensioso que a vida nos exige, porque estou me alucinando com essas imagens, luzes, e engulo-lhes com meus olhos também esbugalhados de besta estrangeiro, de sotaque asséptico, e de palavras em ponta de nariz, sim, meu nariz fala aos ventos, e uma borboleta asifica belamente a minha tarde...e me salva; acho que deveria levá-la para casa.
Vou fazer parágrafo só para descansar sua vista de leitor de jornais, mas quanto à história, terei que continuá-la da mesma forma, até porque ela segue engravidando-se!...e filho de peixe...Pois me encontro andando, andando, andando atrás (aliás, sempre atrás) das imagens que marcaram toda uma vida e vejo rostos em câmara lenta, e a lente pela qual busco ver aquelas imagens encontra-se cega, riscada em qualquer empalidecida sala de qualquer pátio empalidecido de estacionamento que já fora sala escura com lentes que viam tanto!, tantas imagens que procuro...meu deus, que procuro...e lá, pelo menos os cartazes dessas imagens e, quem sabe, algum projetor velho, que ainda funcione, pelo qual veja alguma coisa, alguma imagem, uma que seja, qualquer que seja...mas, essas salas estão fechadas, talvez por hoje ser sábado, só isso, ou domingo ou um desses feriados desses feriados santos, os senhores são santos em uma cidade que respira santo e eu procurando uma atividade nem tão santa para passá-lo...mas esse feriado que não acaba nunca!
Fonte da imagem: wikipedia
PARA QUE O CINEMA

daniel marcolino
A existência de uma coisa apontada por uma convenção lingüística, isto é, um nome, torna-a presente para uma comunidade provida de linguagem como torna existente para uma criança o objeto que lhe salta à frente. Eis, pois, uma primeira e imediata e involuntária função da linguagem: fazer existir para ‘nós’. Existir como que, de repente, percebe e diz “ei-lo”. Constatamos, assim, o algo, a existência, por assim dizer, digo melhor, o existir.
Assim, igualamos, como fruto de nossa mais tenra vaidade intelectual, e inutilmente, talvez, o cinema a qualquer outra...coisa. O lucro que tiramos daí é a consciência de sua (nossa) existência. Mas...para quê? Para que, uma vez nomeado o cinema, atribuamos-lhe (ou é ele que se autonomiza incorporando funções?) funções utilizadas para o exercício de um prazer catalisador de poder, capaz de sublimar, por exemplo, nossas mais antagônicas fraquezas, como não voar, escutar, chorar etc. ou só como prazer estético mesmo (à Kant)?
Aliás, como defender o cinema em sua constituição ou função social? A quem serve o cinema? Esta última pergunta, quero deixar claro, não pode ser feita àquele filme ou a este. Deve ser feita ao Cinema. Assim como o teatro o cinema foi adorado ou amado em sua constituição, do jeito ‘que ele é’, podemos dizer. Confundindo-se com o teatro, às vezes, ressaltando a palavra ou a imagem (pois no teatro há também a valoralização do gesto, do cenário etc.) O cinema foi colocando cada tijolo em seu devido lugar. E outras casinhas logo foram aparecendo, indicando que há vários cinemas compondo um grande vilarejo, talvez uma grande metrópole, espelhando sua pluralidade como ontologia, onde todos são como que uma família. Isso, uma grande família, como todas, onde ali constam os ícones criados pelas mais diversas fontes de nossa formação física e mental. Estou falando dos elementos de sua composição: a prostituta, o veado, o paizão, o poeta, o acadêmico, o ignorante, o analfabeto.
Que viva, pois, o cinema para contar ou ‘apenas’ exibir essa história! Ainda que isso seja inútil dizer, assim, ‘viva’ (ou ‘‘Salve o Cinema’?!’. Ele sempre vai estar aí e não precisa que digamos vivas. Que vivamos nós, pois, para podermos comer a prostituta e o veado com a grande desculpa de ser tudo isso arte e assim não enlouquecermos nossos doces lares, brindando com os resquícios do prazer pro-i-bi-do na beirada dos copos).
Assim, igualamos, como fruto de nossa mais tenra vaidade intelectual, e inutilmente, talvez, o cinema a qualquer outra...coisa. O lucro que tiramos daí é a consciência de sua (nossa) existência. Mas...para quê? Para que, uma vez nomeado o cinema, atribuamos-lhe (ou é ele que se autonomiza incorporando funções?) funções utilizadas para o exercício de um prazer catalisador de poder, capaz de sublimar, por exemplo, nossas mais antagônicas fraquezas, como não voar, escutar, chorar etc. ou só como prazer estético mesmo (à Kant)?
Aliás, como defender o cinema em sua constituição ou função social? A quem serve o cinema? Esta última pergunta, quero deixar claro, não pode ser feita àquele filme ou a este. Deve ser feita ao Cinema. Assim como o teatro o cinema foi adorado ou amado em sua constituição, do jeito ‘que ele é’, podemos dizer. Confundindo-se com o teatro, às vezes, ressaltando a palavra ou a imagem (pois no teatro há também a valoralização do gesto, do cenário etc.) O cinema foi colocando cada tijolo em seu devido lugar. E outras casinhas logo foram aparecendo, indicando que há vários cinemas compondo um grande vilarejo, talvez uma grande metrópole, espelhando sua pluralidade como ontologia, onde todos são como que uma família. Isso, uma grande família, como todas, onde ali constam os ícones criados pelas mais diversas fontes de nossa formação física e mental. Estou falando dos elementos de sua composição: a prostituta, o veado, o paizão, o poeta, o acadêmico, o ignorante, o analfabeto.
Que viva, pois, o cinema para contar ou ‘apenas’ exibir essa história! Ainda que isso seja inútil dizer, assim, ‘viva’ (ou ‘‘Salve o Cinema’?!’. Ele sempre vai estar aí e não precisa que digamos vivas. Que vivamos nós, pois, para podermos comer a prostituta e o veado com a grande desculpa de ser tudo isso arte e assim não enlouquecermos nossos doces lares, brindando com os resquícios do prazer pro-i-bi-do na beirada dos copos).
Fonte da imagem: microsoft.
A Palavra Invisível - Sobre Cinema
daniel marcolino
O composto semântico em que se constitui o ‘texto fílmico’ é freqüentemente reduzido a um locus onde toda uma tradição fincada na palavra, representada e referendada principalmente pela literatura, não só o destrói em sua autonomia, adquirida no decorrer do século XX, mas o impossibilita como coerência textual, porque não temporaliza a imagem, mas, ao contrário, escraviza-a, conferindo-lhe um outro corpus a ela estranho. Trata-se da colonização da imagem, ou em outros termos, de filmes gritantemente literalizados.
Não devemos nos deixar levar por uma compreensão equivocada construída a partir do termo texto (tessitura, tecido) e pensar que aí cabem, pois, todas as possibilidades de expressão presentes nas mais variadas artes, uma vez que se de tecido entende-se uma articulação adquirida a partir de vários pontos, no texto fílmico caberiam também várias outras formas de expressão artística. Podemos, sim, pensar o tecido com seus vários pontos e entrelaçamentos pretendendo tornar-se um todo que se apresenta como tal, isto é, coesa e coerentemente do ponto de vista estético e lingüístico. No caso do texto fílmico não podemos prescindir da ‘palavra invisível’. Ela é chamada a se articular, ou melhor, a fundir-se à imagem que a solicita em desespero em momentos inadiáveis a compor com ela um amálgama homogêneo, acariciando, assim, o cinema em suas exigências mais ortodoxamente gramaticais.
A palavra invisível, pois é ‘aceita’ no texto fílmico por sua humilde discrição, o que não significa que ela deva se envergonhar e se ‘esconder’, mas deve estar ali quando for conveniente, não só ‘auxiliando’ a imagem, mas sintetizando junto com ela e com os outros elementos fílmicos (ruído, trilha sonora, silêncios, fala narrada, texto escrito etc.) o todo fílmico. Contudo, há filmes que se entendem servidores radicais da comunicação, como se o cinema fosse uma língua, a tagarelar uma história. Ora, o cinema, como arte, é antes expressão.
Estamos tratando de palavra invisível aquela palavra que não chama a atenção para si; ela não brilha como néon nem fere os ouvidos, mas presentefica-se despercebidamente mesmo estando ali no pleno uso de suas funções, permitindo que a leitura imagética seja feita sem maiores transtornos.
O que estamos tentando assegurar, por fim, é que a imagem é intraduzível em palavras. E se num filme ve-mo-las aos montes, desconfiemos, e procuremos se ali as imagens não estarão sendo anacronicamente escravizadas por belas, mas inaptas e indesejáveis palavras visíveis demais.
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